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Cobrança indevida no cartão de crédito: o que fazer quando a empresa ignora você

  • Foto do escritor: Renata Akemi
    Renata Akemi
  • 29 de jan.
  • 2 min de leitura

Você percebe a cobrança e sente que algo está errado


Você abre o aplicativo do cartão para conferir a fatura.

O valor chama atenção.

Você olha com calma.

Confere compra por compra.

E percebe: tem algo ali que não deveria estar.

Pode ser uma assinatura cancelada.

Um serviço que nunca funcionou.

Uma compra que foi devolvida.

Ou simplesmente algo que você não reconhece.

Nesse momento, quase todo mundo trava.

Porque a cobrança vem acompanhada de uma dúvida silenciosa:

“Será que vale a pena mexer com isso?”


Quando você tenta resolver e começa a ser ignorado


A primeira reação costuma ser tentar resolver direto com a empresa.

Você liga.

Explica.

Anota protocolo.

Manda mensagem.

Recebe resposta automática.

Depois:

  • pedem prazo

  • dizem que está “em análise”

  • prometem retorno

  • não retornam

Enquanto isso, a fatura vence.

O valor continua ali.

E o problema passa a ocupar sua cabeça mais do que deveria.

Muita gente paga só para evitar juros.

Outros desistem para evitar estresse.

Não porque acham justo, mas porque se sentem pequenos diante do sistema.


O que é, de fato, uma cobrança indevida no cartão?


Na prática, as situações mais comuns são bem simples:


  • cobrança após cancelamento

  • valor cobrado duas vezes

  • estorno que nunca aparece

  • taxa que não foi informada

  • serviço não utilizado

  • compra não reconhecida


Se você se identificou com alguma dessas situações, sua confusão faz sentido.

Cobrança indevida não é algo raro.

O que é comum, infelizmente, é o consumidor não saber como sair do lugar.


O problema não é só o dinheiro


Quem passa por isso raramente fica incomodado apenas pelo valor.

O que pesa de verdade é:

  • a sensação de desrespeito

  • o tempo perdido

  • a repetição da história

  • a impressão de que a empresa não se importa

Aos poucos, surge uma ideia perigosa:

“Eles podem errar. Eu que tenho que aceitar.”

E é assim que muitas injustiças se normalizam.


O que quase ninguém explica de forma clara


Muita gente acredita que buscar um direito é caro, complicado e distante.

Que só funciona para quem tem advogado particular ou dinheiro sobrando.

Mas, em conflitos simples de consumo, existem caminhos pensados justamente para situações como essa — acessíveis, organizados e sem a complexidade que assusta.

O problema é que:

  • isso não é explicado

  • o consumidor não sabe por onde começar

  • o medo de errar paralisa

Sem informação, a pessoa se sente de mãos atadas.


Não é exagero querer uma solução


Questionar uma cobrança que não faz sentido não é criar conflito.

É buscar equilíbrio.

Buscar informação não significa “processar todo mundo”.

Significa entender:

  • se aquela situação pode ser resolvida

  • quais são os caminhos possíveis

  • quando faz sentido insistir

  • e quando não

O Direito, aqui, não entra como ameaça.

Entra como organização da bagunça.


Quando você entende o caminho, a sensação muda


O simples fato de entender que você não está sozinho e que existem formas acessíveis de lidar com isso muda tudo.

A sensação de impotência diminui.

O medo cede espaço à clareza.

E a decisão deixa de ser impulso — passa a ser consciente.

Esse é o primeiro passo real de acesso à justiça.


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